quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Espero continuar não entendendo...

Na despedida do evento, como qualquer outro rotineiro (de 6 em 6 meses), ele me deu um abraço e eu lhe dei um beijo no rosto, por carinho, por ser este mais velho e mais experiente. O beijo enquanto cumprimento entre homens representa o respeito e carinho, costumo fazer com aqueles cujas características e respeito batem e sejam mútuos, até porque o beijo é de quem dá e é também daquele que o recebe.
Mas continuo sem entender o porquê daqueles olhos terem ficado marejados, foi como se eu visse uma pequena poça d'água se encher lentamente, não ao ponto de se transformar numa "poçona", mas o bastante para que ele dissesse: "Eu paro por aqui, eu não quero chorar, eu não quero chorar" - disse ele, num tom meio ríspido e antigo, mas com sentimentos e uma lacuna não preenchida ou mal preenchida que era latente naqueles olhos. Eu pude ver a solidão através da atitude daquele homem.
Continuo sem entender se a velhice vem e traz consigo a melancolia, sem entender que o "até mais" de alguns pode ser o último, mesmo que de 6 em 6 meses, ele sabe que existe uma lacuna de tempo o bastante para fazer tudo possível, inclusive a vida eterna.

Continuo sem entender vários porquês da vida, levando em conta que, acontecimentos simples podem se tornar eternos se você continua sem entender.

Que o meu abraço e o beijo de cumprimento possam preencher um espaço pequeno da expectativa que havia nele em mim. Contudo, diante de sentimentos, cabe a nós ficarmos mudos por um instante e apenas nos questionar...pra depois dizer: "vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem".


Para aqueles que não querem chorar, bem como para aqueles que querem, mas fingem que não. 


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Pode contar comigo! (1,2,3,4...)

É, seu sei dos meus motivos.

Compreensão é uma palavra forte pra quem pratica, porque compreensão fala de aceitação. É tipo um daqueles sacos de pancada, sabe? Não bater pra abusar, mas uma vez ou outra a gente sempre precisa daquela pessoa que vai ouvir, mesmo sabendo que nada daquilo é pra ela e que a situação que ela está passando é chata, ruim, seja lá o que for, cada um tem sua historinha de vida não é mesmo?

Sentar na guia, deitar na areia da praia, encostado numa árvore, (na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê)...contar os problemas a gente faz em qualquer lugar, mas não pra qualquer pessoa. Alguém não pode simplesmente se queixar que não sabe da sua vida se não se demonstrar interessada em saber ou se quando a outra mais precisa, você demonstra certa impaciência ou irritação. Uma coisa que tenho aprendido é que ninguém = ninguém, Nesse duplo sentido mesmo que o Gessinger me ensinou. As coisas são tão relativas hoje em dia. Eu posso fazer com você, mas você não pode fazer comigo. Mas se você e eu fazemos... Quem pode nos julgar a não ser nós mesmos? Não me eximo dos meus erros, às vezes me pareço um babaca por completo, quando quero.

Mas voltando ao assunto sobre compreensão, não, não sou o cara mais compreensivo desse mundo, e até tenho tido experiencias que me levaram e me levam de certa forma, ser mais compreensivo.

Certa vez, ouvi alguém dizer que eu queria fazer dessa pessoa um saco de pancadas... Sabe, às vezes precisamos mesmo é de alguém assim? É claro que pra cada qual há uma tradução do que vem a ser um saco de pancadas. No meu caso, não tem nada relacionado com agressão física.
 Tem dias que a gente tá mesmo um saco, chato, com a curva da demanda a espera de sorrisos lá em cima, mas com a oferta deles um tanto escassa, são dias de mais um dia de qualquer ser humano sendo humano. É nesses dias que entendemos o que vem a ser isso de "compreensão", de guardar a vida do outro.

Algo que parece ser muito chato e modificar meu dia, pode não modificar o dia de outra pessoa. Cada um tem sua "histórinha" e reage de diferentes formas a isso. Levamos em consideração a rotina de cada ser humano, bem como seus fragmentos passados, seus medos, inseguranças... Mas levamos em consideração também o "falar", o "se expressar", libertar-se dos próprios ou sofismas que "alguém" insiste em colocar em nossos corações.

Minha mãe diz algo interessante que se pensarmos algo que não somos, seremos.


Fechar uma empresa, por exemplo, pra mim não é uma historinha. Trabalhar a semana inteira e estar cansado o bastante para ir ao cinema também não é histórinha. Tá, concordo que fiquei um pouco estranho, mas estava alí, de mãos dadas, ouvindo um Oasis que eu curto. O único silêncio eram das vozes do nosso silêncio mesmo..


Acho que as mulheres sempre pedem como querem seus homens e bla e blá e blah. Acho que homens não esperam somente uma mulher linda... pelo menos esperam mesmo é que a mulher seja compreensível. Uma mulher que sabe entender (não confunda com burra que aceita traição e o machismo do futebol todos os dias) entender que ele trabalhou a semana toda e quer descansar, entender que ele NEM SEMPRE vai agradá-la, entender que às vezes o estoque de sorrisos está baixo e precisa de reposição (mal ela sabia que conseguia repô-lo). É, compreensão em saber que uma historinha não é historinha-pretexto pra fazer ninguém de saco de pancadas e que se a outra pessoa está mal e você a ama, ajude-a ao invés de cobrá-la ou acusá-la, seja o saco de pancadas se preciso for. Seja a pessoa que quer ver na outra. Se é ciúmes, diga! Se tem inseguranças, as revele! Se tem um montão de "se's" pela vida, não tropece esperando olhar pra trás e ver que tudo que passou faz realmente parte do sótão da vida.


Se saco de pancadas for isso de: ouvir, compreender e saber que o problema não é com o outro, mas consigo mesmo, eu quero um saco de pancadas pra mim. Não quero o card principal, apenas figurar entre os melhores, gente "melhor" cansa.





terça-feira, 13 de outubro de 2015

"His e Es''






Quantas estórias já temos! Qual seria o tamanho do nosso livro ou quantas histórias ele teria? Acredito que milhares! Histórias de brigas, discussões e alfinetadas. Despedidas e encontros. Beijos e abraços.
São tantos momentos para descrever, e confesso que tô naquela de: "ainda vou escrever um livro". Dá vontade de registrar tudo (para sempre Felipe) e ler durante a velhice (hahahaha)... Se o nosso memorial é o mais engraçado ou legal, eu não sei, mas sei que é o memorial mais amigo e especial que guardo-guardarei comigo. Memorial que me fez deletar todas as experiências, que me fez perceber o que realmente importa e vai importar.

Sei que dia 23, às 20:00 iremos nos encontrar novamente naquele altar preparado pra nós, e, nos lembraremos do primeiro encontro, lembraremos da primeira vez que olhamos um para o outro, da primeira vez que nos beijamos, da primeira carona, do primeiro "eu amo você" ou da primeira "eu não preciso disso", vamos nos lembrar dos primeiros sentimentos e dos sonhos de um dia estar ali, casando. Eu vou me lembrar de quando pensei e quando te falei no Bob's naquela noite de quarta-feira, que eu iria me casar com você, fui displicente em ser tão ousado, mas verdadeiro e, inconsciente de que aconteceria um dia (dia 23). Olha só o que aconteceu! Poderia ter falado que ficaria milionário em 1 ano, quem sabe?! HAHAHA!

Hoje, posso me considerar um homem de sorte, na verdade me considero mesmo um homem de sorte desde o dia em que conheci o Senhor e desde o dia que ele me apresentou a você, me considero um homem diferente de todos os outros homens, pelo grande fato de ter você ao meu lado, pelo grande fato de tê-la como minha amiga antes de qualquer outro título de relação interpessoal.


Pelos olhares, pelo toque, por todos os aspectos concretos e intangíveis que nosso amor consegue expressar, quero te dizer que o maior deles é o nosso amor pelo Senhor, esse jamais se perderá.

Aguardando o fim desse capítulo de três meses e ansioso para a história infinita que construiremos a partir do dia 23 de janeiro.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sobre lacunas e simplicidade

Dessa vez é pra valer, quero escrever como se fosse a minha última oportunidade. Escrever pra ela tem que ser isso de correr riscos, aproveitar o último segundo. Crer que se eu fizer,cano me arrependerei.

Não me arrependi dessa cirurgia, até aproveito pra reiterar que essa foi a minha melhor cirurgia, claro, de alguém que fez apenas duas, sabendo que a primeira foi demasiadamente dolorosa. Eu fico com a segunda! Ah. Essa cirurgia foi mágica, antes de começar o espetáculo, nós já esperávamos com mais uma daquelas brincadeiras inventadas só pra passar o tempo, sons, ruídos e alguns sorrisos muito incômodos - para as pessoas que ali também esperavam, não tão ansiosas quanto eu, muito menos felizes. Digo, que naquele hospital chique não tinha ninguém mais feliz do que eu, digo mais que essa brincadeira é a mais óbvia, como não se pode ser, eu e você ali, sentados naquelas poltronas feitas pra separar, feito dois trouxas não-separados por poltrona alguma.

Sim, vamos retomar a coesão do texto e também retomar cada cantinho da minha casa que você deixou vago, cara! Eu te vejo em todos os lugares da minha casa, em todos os cantos da minha vida tem um sorriso ou uma "birrinha" sua.

Quando a cirurgia acabou, eu acordei antes mesmo de chegar no quarto, e pela primeira vez, não tinha minha mãe ali, mas um prenúncio do que será minha - nossa vida de agora pra frente. Você é sua mãe me esperando preocupadas, pronto! Cheguei no quarto, feliz, não me importei com dor, com incômodo do coletinho das trevas, muito menos com o suor nas minhas costas, porque de madrugada eu acordava incomodado e olhava pro lado, via você, deitadinha, encolhida dormindo. Aquilo já me trazia a paz, claro, misturado com o incômodo daquele colete, mas trazia. 

Eu disse que ia escrever como nunca, mas sempre acho que deveria ter detalhado mais, explorado mais. Escrever pra você tem de ser algo minucioso, catado aos pouquinhos, encaixando os fatos com a emoção que você me passa, ao ponto de contextualizar o abstrato, expressar o que se sente em palavras. Você tem o dom de me inspirar, e, nesse final de semana eu confesso que borbulhei. Acordando, dormindo, almoçando, jantando, assistindo e outros tantos verbos no gerúndio que deixaremos para nossa viagem de julho e melhor, pro nosso dia em janeiro. 

Aqui em casa agora tá sem graça. Deitar naquele sofá grande sem você do lado é chato, o tempo passa tão monótono. Tentei jogar Mario no DS, mas não tem você do lado pra me fazer querer aparecer e ser o "bonzão" cheio de truques, nem você do lado pra eu "atazanar" até perder. Não vou nem falar que queria você pra ver qualquer filme, juro que agora eu veria até Barbie e o Quebra Nozes (promessa válida até o fim da leitura) com você do lado eu percebo que as coisas são mais simples. Os beijos da Babuína zarolha, que nojjjjjo! As reflexões sobre filmes, as perguntas pertinentes como: "Você voltaria por mim?" E se quer saber a resposta daquela pergunta, leia até o fim que estará escancarado um SIM desses bem grandes de que eu voltaria pra onde você quisesse, só pra te ver feliz.


Eu só queria mesmo voltar, sei que vamos nos ver, provavelmente amanhã, mas sabe? Um dia sem você é muito chato, os cantos da casa ficam vagos, jantei a lasanha sozinho querendo você. 
Percebo que não é o prato, não é o filme, nem é o lugar, mas quem divide os momentos e traz a felicidade de fazer o simples se tornar indispensável.

 Só de pensar nesse mundo sem você, minha barriga já fica com um liquidificador cheio de gelo, hiperbólico?
Eu prometi que escreveria como se fosse a última vez, vai ser assim. Pra você.

Eu fico com a segunda! Segunda-feira, nunca gostei de segundas, nem de despedidas, mas amanhã é terça e eu espero não precisar de uma terceira cirurgia pra saber e aprender tanta coisa de nós dois, mas sei que se eu precisar, você estará lá, mesmo que seja pra tirar uma unha encravada. 

Acredito que amor seja isso que eu estou sentindo agora, a simples vontade de ocupar toda a lacuna que você deixa, mesmo sabendo que vou te ver. Deixa eu sentir essa lacuna e ter essa espécie de desespero, não há nada melhor do que saber que só existe você pra dividir tanta coisa, e é por isso que pra você eu quero sempre tentar escrever e fazer o melhor que eu puder.


Obrigado por deixar uma lacuna, por marcar com seu sorriso cada pedaço da minha casa e da minha vida.


Sou completamente apaixonado por você e agradeço muito ao Senhor por ter me cedido seu amor, sua confiança e o seu coração.
Sem clichês, eu amo muito você!


Histórias de um final de semana mágico, sem varinhas e fadas, sem vestidos, mas pijamas, coletes e pipoca. Onde o verdadeiro amor pode ser encontrado num copo de coca cola vendo um filme sábado à noite.




quinta-feira, 12 de março de 2015

meu sim é seu

De tantas vidas, em meio a tantas pessoas...entre ruas e fantasmas, eu encontrei você. Como não se encontra mais por aí. Imagino que o destino (Deus) tenha escolhido os passos alternados que eu dei até te encontrar, passos longos, curtos quando precisei. Fico quebrando minha cabeça com vários "e se" e me perco, porque na verdade eu nunca vou entender isso de tentar entender. 
Um passo errado e eu não teria conhecido você, chovia naquele dia em que tudo começou pra mim, mas algo me dizia pra ir naquele velório. Cara! Que loucura, eu não entendi nada, mas fui sem exitar. Fui como alguém que não tinha nada a perder num lugar onde as pessoas já tinham perdido, aquele garoto. Liguei meu som, coloquei meu Oasis e fui viajando enquanto não chegava. Me lembro como se fosse agora, garoava, uma chuva fina num dia triste, uma manhã e um convite. Eu topo! Como no dia 07 de dezembro de 2012, eu também topo. Quantas vezes um "sim" vale uma vida? Não somos neutros, não somos mesmo. O que acontecia com você nesse mesmo dia? Talvez estivesse numa outra, com outra pessoa... mas não ligo porque lembro que esse todo tempo que eu passei sem você, foi tempo perdido.



Fico feliz de me imaginar passando o resto da vida do seu lado, fico contente mesmo em saber que eu terei você em todos os momentos, como fazemos naquele juramento clichê de filme e de casamento hahahaha! Nós teremos um ao outro, e, no fim... o que vai restar somos eu e você numa cadeira de balanço ou num sofá confortável...arrumando nossa cama antiga que nós prezaremos por manter (daqueles velhinhos que preservam intactas as lembranças), porta-retratos, bolo no forno e algumas crianças correndo pela casa nos finais de semana. Mas no fim, quando o domingo acabar e as crianças forem embora, seremos eu e você e um bom papo, cócegas talvez....nossas mãos dadas e nossos sonhos, que nunca morrerão. O que você quer fazer amanhã? Se chover, se fizer sol, se chover canivete... garoando ou não, você sempre terá o meu sim.




Até lá nós teremos tantas histórias...mas enquanto isso, quero dizer sim...



Apenas relatos, de alguém que espera ansiosamente os 317 dias restantes pro sim mais sim de todos os tempos.







quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Nas quatro linhas da vida.

Era pra ser mais um fim de tarde de uma terça-feira, naquela boa-velha rotina de sempre, com o horário de verão prorrogando as estrelas, ali estávamos, entre amigos, jogando o futebol de férias.
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Então... O que era pra ser mais um fim de tarde de terça-feira, foi de fato mais um fim de tarde de terça-feira, só que com mais esperança de chutar, de não cair, de se levantar e tentar.

Aquele cara é mesmo forte e decidido. -"Vou com jogar com vocês então!". E não é que ele foi mesmo? 



Fiquei pensando, no caminho pro futebol... Como é que ele consegue viver? Como ele consegue jogar futebol sabendo que amanhã ele pode estar numa cama esperando a morte chegar? Cara! Do lado desse moleque eu sou um incrédulo de pouca-fé porque fiquei me colocando no lugar dele e ele conseguiu me vencer no quesito "acreditar". 

Chegamos na quadra e logo todos começaram a cumprimentá-lo como se não acreditassem naquilo que estavam vendo. Sim! Um jovem com seus dezenove, com uma vida toda pela frente, em fase de metástase pronto para jogar futebol. Uma doença maldita que consome, nos dá esperança e depois leva aqueles que acreditavam... Mas com ele é diferente, ele não vive em metástase e não tem câncer... Tem os seus problemas mas não os vive e ainda que naquele dia ele pudesse tê-los, preferiu assumir o risco de jogar e pagar pra ver.
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Começou o jogo e eu fiquei no próximo time a jogar, do lado de fora esperando pra entrar. Ele estava do meu lado só analisando tudo. Nos chamaram pra jogar e ele ainda ficou de fora...
Enquanto eu jogava, o vi em pé ansioso pra poder entrar e jogar uma partida, de fato ele esperava angustiado com as mãos no alambrado e vi que os olhos dele brilhavam enquanto olhava pra bola.
Então foi sua vez de jogar, o meu time contra o dele... Num breve momento ele parecia jogar muito bem, deu um ou dois dribles, um deles foi sensacional, passando no meio de dois marcadores... Foi quando em uma bola cruzada, ele de frente pro gol, sozinho... tentou dar o chute e caiu por cima de uma das pernas, meio que com o joelho no chão. Vi aquela bola saindo pela lateral como uma criança que sai triste depois de uma bronca de seu pai, e, que bronca! Por hora pensei que eu levaria a bronca por ter dado aquela idéia e me senti um louco-idiota por tê-lo convidado para estar ali se arriscando. Ele começou a sentir muita dor e logo sentou num dos bancos fora da quadra. Pensei que tivesse torcido ou contundido de forma mais séria, mas eram só arranhões, todos rodearam-no e começaram a dizer preocupadamente. -"Calma Yan, fica tranquilo que isso acontece". Acontece? Eu, na minha "tamanha pequenez" de pensamento logo imaginei que isso não acontecia porque eu nunca tinha jogado futebol com alguém que tem câncer.
Como se não bastasse, me chega o Maurício batendo um spray daqueles que fedem a arnica e o menino corre pro banheiro pra vomitar, efeitos da quimio de três semanas atrás que mexem com 
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Cara! Que loucura! Ele jogou mesmo o futebol no meio daqueles caras, impressionante foi vê-lo correr e tentar chutar a bola. Na volta pra casa, quando estávamos só nós dois no carro, eu disse a ele que valeu a pena, mesmo que ele tenha caído e se machucado, porque ele tentou! Ele brincou e sorriu  como quem já sabia... dizendo.  -"Aquela bola tinha rumo certo, era caixa!". Nós rimos e ele me deu um pen drive, pra colocar músicas pra ele ouvir, porque de acordo com ele, o meu gosto musical é legal.



Naquela tarde, pude perceber que os problemas estão na nossa mente, no campo de batalha que existe dentro de nós mesmos... Que para Deus nada é impossível, se tenho pernas eu caminho, se tenho mãos eu agarro, mas se tenho câncer eu jogo futebol numa terça-feira qualquer.








Obrigado pela tarde, por me dar aquela lição que eu jamais esquecerei, a lição de tentar pegar aquela bola perdida, por maior que fosse o risco...eu sei que pra você valeu a pena ter tentado!

O nome dele é Yan Brunno, tem dezenove anos e sonha em ser um jogador de futebol.  

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Um dia em Saturno

Quanto tempo! Estava com saudades disso aqui...


Enquanto trabalhava constatei no calendário que hoje é dia seis, sou daqueles que não vê o calendário sempre e que me "embanano" com as datas às vezes... não exclusivamente, mas todo dia seis ou sete posso me alegrar, porque com ele vem mais um mês pra nossa conta. Trinta dias é em média o tempo que demora pra passar um mês.
Quanta coisa se pode fazer, não?! Em um mês dá pra você começar e parar uma dieta em prol de uma vida fitness. Um mês dá pra eu ficar sem você e perceber que eu durmo mais, e, fora do meu quarto. Um mês dá pra gente ficar ansioso com uma viagem internacional. Um mês vale uma folha do calendário, o salário de um mês, um dia em saturno ou uma lua cheia, enfim... não quero listar, muito menos ser prolixo ao ponto de falar-falar-falar e não te dizer (novamente sem me cansar) realmente o que se passa no meu coração quando penso no seu nome ou mesmo quando olho no calendário "super lost" como se eu estivesse fora desse planeta e amanhã não fosse (mesmo) dia sete.
Eu já escrevi muito pra você né? Parece clichê que em todo texto que eu faça, tenha algo pra você, uma frase, uma promessa, um devaneio que seja... são todos se tratando da mesma mulher. Às vezes te olho e por um tempo não consigo acreditar. Crer que tenho você me faz enxergar que posso qualquer coisa, posso alcançar o que eu não espero, até porque eu não te esperava chegar como chegou em minha vida... o tempo passa e cá estamos, mais um mês na conta e um mês a menos pra nossa contagem regressiva que começa a partir do dia 23 de janeiro às 20:00h. Por esse mês e por tudo que ele pode representar, obrigado pela compreensão e companheirismo, por me amar ou tentar me amar como eu sou, turrão às vezes, com meu jeito desentendido ou avoado, lerdo. Obrigado pelos olhares sem precisar dizer nada, pelas lágrimas que algumas vezes caem sem que eu mereça nem meio ml³ delas. Me perdoe também pelos momentos ruins, saiba que com eles aprendo muito...





Acredito na reciprocidade do amor, sem esperar de você que você faça exatamente o que eu fiz... Posso te dar o mundo sem espera-lo de volta, mas ainda que eu receba de você uma balinha somada ao seu sorriso sincero e feliz do meu lado, tenha a certeza que valerá mais o seu sorriso com a balinha do que se você pudesse me dar outro mundo de volta. Da mesma forma, se for ao contrário, ainda que eu tenha uma balinha pra te dar, saiba que com ela, você terá meu sorriso e minha alegria de compartilhar qualquer coisa com você. Imagino que amor seja a troca da balinha com o mundo e vice-versa. Com amor, nós conseguiremos vencer qualquer adversidade... O que eu mais prezo e que me deixa feliz, é te ver feliz do meu lado, de qualquer jeito, em qualquer lugar. 

 Quando eu quero ficar inseguro, olho pra minha mão direita e logo depois olho para minha mão esquerda, me lembro que em breve você será minha e vai ser para sempre. Logo a insegurança se vai, quando penso em te deixar, como já pensei e não nego, me lembro de tantas coisas que nós já vivemos, sonhos, lugares que pisamos, histórias que contamos... momentos e lembranças boas que sobrepõe toda a minoria das lembranças ruins. Olho pra minha vida e começo a simular toda a rotina e todos os sonhos sem você, dói pensar que não posso te ter no meu futuro. 


mais um mês de uma vida toda ao seu lado...